terça-feira, 30 de setembro de 2008

Figueira

Também em São Paulo pude visitar o Figueira Rubayat. Foi muito legal conhecer a estrutura interna e externa deste renomado restaurante paulistano. Área de produção espaçosa, bons controles, produtos bem conservados em estoques controlados e organizados (separados por áreas como frutos do mar, hortifruti, laticinios, padaria, bebidas, carnes, etc...). São mais de 200 funcionários e uma organização de dar inveja a muita indústria de grande porte que já visitei. Destaca-se o controle do recebimento de produtos, a padronização e pesagens de carnes e o tratamento do lixo que é conservado na câmara fria. A salão é amplo, bem decorado e a “figueira” no centro dá um toque especial ao local. Um agradecimento especial a equipe do Figueira que nos recebeu muito bem, passaram todo tipo de informação, mostraram os detalhes da empresa, nos deixaram a vontade, com o tempo livre pra "vasculhar" todos os cantos. Acho que merecem o sucesso que tem, estão abertos a trocar experiências, receber visitas e a compartilhar suas práticas com outros empreendedores.
Pra quem não conhece, vale a pena visitar.
Outras informações no www.rubaiyat.com.br

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Galeria dos Pães

Na semana passada estive em São Paulo e aproveitei para voltar na super padaria/confeitaria/lancheria/restaurante Galeria dos Pães. Sempre vale a pena passar por lá pra comer algum dos saborosos sanduíches e comprar alguma novidade. O que acho mais legal é o conceito da loja que integra de forma completa a tendência da alimentação fora do lar. Produtos diferenciados, inovações (já ouviu falar em sushi de pão???), ótimo atendimento, check-out ágil, amplo espaço de mesas, setor de encomendas, queijos, frios e pastas saborosas e uma bela adega pra completar. Outro ponto forte é a limpeza e organização dos banheiros, bem alinhados as exigências do mercado feminino que cresce de forma acelerada (ver o post do dia 03/09).
Em Porto Alegre já existem algumas lojas seguindo este conceito de forma mais tímida, sem dúvida é um ótimo modelo a ser aplicado.

Pra quem não conhece, vale a pena pelo menos visitar o site: http://www.galeriadospaes.com.br/

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Poder na ponta


Algumas pessoas comentaram comigo sobre o tal do “empowerment” que os marmiteiros indianos praticam. No caso deles temos que considerar o sistema cooperativado em que estão organizados e também a forte influência cultural dos indianos neste modelo. Ter poder na ponta, ou seja, ter a equipe de atendimento, a linha de frente empoderada significa aplicar a gestão participativa, delegar, confiar, dar autonomia. Não é porque a empresa quer ser legal. Mas por acreditar que desta forma se consegue maior comprometimento da equipe, mais agilidade nas respostas e pessoas interessadas em buscar soluções e resolver problemas para os clientes. Desta forma a empresa pode melhorar os resultados.

A sua empresa está preparada para dar poder aos garçons e atendentes?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Os entregadores de marmita da Índia

Já ouviu falar nos dabbawalas? Conheci em uma matéria da revista exame sobre o trabalho destes entregadores de marmita. São mais de 5.000 pessoas que trabalham em sistema cooperativado transportando refeições. Atualmente entregam mais de 200.000 refeições por dia. Mesmo com o caótico trânsito de Bombain, a maior metrópole da Índia, o serviço tem índice de falhas próximo a zero. O reconhecimento da competência em logística faz com que os entregadores dividam seu tempo entre entregas e palestras para empresas como Coca-Cola, Siemens e aulas para alunos de Harvard. O lema deles é “Levar comida a alguém é o mesmo que servir a Deus”. Acho que este lema diz tudo né? Além do efetivo comprometimento com os clientes outro ponto que chama a atenção é que existem apenas três níveis hierárquicos entre os marmiteiros (entregadores, coordenadores e apoio administrativo). Todos recebem o mesmo salário e são bonificados quando a cooperativa conquista novos clientes. Outra surpresa, eles utilizam um conceito importantíssimo: “poder na ponta”, ou seja, dar autonomia ao funcionário que tem contato com clientes para que ele resolva os problemas. Os entregadores têm autonomia para realizar seu trabalho, os problemas são resolvidos sem a consulta a chefes ou superiores.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

As mulheres vão alterar o perfil do setor de alimentação

Explorando um pouco mais a idéia apresentada pelo consultor Enzo Dona de que as mulheres vão alterar o perfil do setor de alimentação, destaco os seguintes pontos:
- Cerca de 31% das mulheres no País são chefes de família
- Cada vez mais as mulheres vão ocupar espaço no mercado de trabalho
- A tendência é de mais mulheres trabalhando fora e conseqüentemente alimentando-se fora do lar
- No Brasil as mulheres cresceram em renda 7,2%, os homens cresceram 2,6%, entre 2000 e 2006
- Hospitalidade será a palavra de ordem
- Os cardápios deverão ser avaliados, saladas passarão a ser protagonistas e prato principal
- Carnes magras e aves grelhados estão na cabeça do consumidor como alimento saudável
- A presença cada vez maior da mulher nos estabelecimentos do setor da alimentação vai exigir uma adaptação nos estabelecimentos, por exemplo, o ambiente deverá se tornar mais agradável, aconchegante e limpo (banheiros impecáveis)

São algumas dicas simples para no mínimo, não perdermos clientes.
O recado é claro, vamos ouvir e investir mais no público feminino....

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Dicas do consultor Enzo Dona

Dia 22/08 no Congresso da Abrasel, tive a oportunidade de assistir a ótima palestra do Enzo Dona, renomado consultor da cadeia produtiva da alimentação. Segundo ele, mais da metade dos cidadãos brasileiros economicamente ativos vai optar por almoçar, tomar café da manhã ou lanchar fora de casa nos próximos anos. Dona também destacou a crescente representatividade das mulheres no mercado de trabalho. Este ponto faz com que a mulher esteja cada vez mais presente nos estabelecimentos de alimentação fora do lar e cada vez menos na cozinha. Com esta tendência, o ambiente dos estabelecimentos deverá se tornar mais agradável, aconchegante e limpo. Hospitalidade será a palavra de ordem no lugar de simples cordialidade. A 'feminização' dos negócios da alimentação vai impactar diretamente os produtos. É fundamental oferecer opções saudáveis, light, diet, orgânicos, funcionais, etc... A redução da família foi outro ponto enfocado por Enzo. Deve haver aumento de serviços entrega, do consumo de comidas prontas, crescimento das rotisserias em supermercados, restaurantes e redes fast food. A inserção socioeconômica de cerca de 20 milhões de pessoas da classe C no mercado de consumo, também está mudando o mercado da alimentação. A primeira conseqüência desse fato será o aumento do segmento de lanches. Outros pontos interessantes destacados por Enzo Dona são:
- Atualmente são consumidas em torno de 55 milhões de refeições por dia no Brasil. Esse número vai aumentar para 74 milhões por dia até 2012.
- 15% dos brasileiros fazem lanche, entre 18 e 20 horas. Os estabelecimentos que investirem e capricharem nas refeições do desjejum matinal e do final do dia devem prosperar.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Padarias x Restaurantes x Confeitarias x Supermercados x Lojas de Conveniência

Padarias e confeitarias servindo refeições. Lojas de conveniência vendendo pães, sanduíches e pizzas preparados na hora. Supermercados com restaurantes e ampla oferta de bolos, tortas e fiambres dentro das lojas. Restaurantes, além das refeições, servem entradas com pães deliciosos e na sobremesa doces maravilhosos.
São atividades que se consideram distintas. Padarias e confeitarias são indústrias, os super e mini-mercados são varejo. Restaurantes são prestadores de serviço. Para fins de classificação (CNAE) até pode ser. Mas será que o consumidor enxerga assim?
O termo que mais me agrada para "rotular" estas atividades é "alimentação fora do lar". Quem come fora de casa tanto pode fazer um lanche rápido e barato, comer um doce saboroso, programar um jantar à luz de velas ou fazer uma refeição em meio às compras. O fundamental para as empresas é estarem preparadas para o "momento com o cliente".
Produto de qualidade, segurança alimentar e atendimento impecável é o tripé básico. A complexidade do setor de "alimentação fora do lar" é enorme. Contempla processos industriais (tudo que envolve produção), varejo (ponto, loja, ambientação) e de serviços (atendimento ao cliente, entrega, apresentação). Muito diferente de outros setores. Pense na dificuldade e no esforço de gestão em um empreendimento destes.
Os números mostram que é um setor em crescimento, com muitas oportunidades. O empresário deve estar atento à relação existente entre os setores do mercado de alimentação fora do lar. Deve tentar aprender com os pontos fortes de cada setor e ocupar as oportunidades existentes.

sábado, 16 de agosto de 2008

Pólo Gastronômico de Porto Alegre

Lançado em Outubro de 2007 com o objetivo de promover o aumento do faturamento, profissionalizar a gestão, garantir a segurança alimentar e disseminar os conceitos da qualidade no setor de alimentação fora do lar, o projeto Pólo Gastronômico de Porto Alegre, hoje reúne 35 dos melhores restaurantes da cidade.
Na última quinta-feira o projeto reuniu mais de 180 pessoas ligadas ao setor no 1º Seminário de Gestão para a Gastronomia. O grupo também prepara o lançamento do Circuito Gourmet, uma rota gastronômica com distribuição de brindes para os amantes da gastronomia.
Dia 19/08, o projeto receberá da Secretaria Municipal de Turismo o Prêmio Porto Alegre Turismo. A homenagem tem como objetivo reconhecer a contribuição de entidades, empresas, empresários, profissionais e personalidades para o fomento, qualificação e desenvolvimento do setor.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O cais do porto

Ultimamente muito tem se falado do cais do porto de Porto Alegre. Vários projetos e idéias interessantes foram apresentados. Para quem não conhece, o local é um dos lugares mais bonitos da cidade. Alguns falam que é perfeito para tornar-se um futuro “Porto Madero”. Particularmente acho que tem potencial para muito mais. Em época de eleição, os candidatos a prefeito mais uma vez falam dos projetos para o cais. Ha alguns minutos atrás, em um dia ensolarado de inverno resolvi dar uma caminhada após o almoço pelo cais. Na primeira tentativa de aproximação com o rio, um guarda “gentilmente” me expulsou do local, dizendo que só é possível entrar pelo portão principal. No portão principal consigo me aproximar do rio, mas novamente um “gentil” guarda informa que não é possível sentar na mureta a beira do rio (não existe outra opção para sentar).
Uma medida barata e eficiente para aproximar a população do cais, seria pelo menos democratizar o acesso da população ao local.

sábado, 9 de agosto de 2008

Restaurantes "fazem" combustível

"Recolha os óleos alimentares já utilizados, coloque-os dentro de uma garrafa de plástico e entregue-a num dos restaurantes aderentes". A mensagem não podia ser mais simples e faz parte do projeto da AMI (Assistência Médica Internacional) em parceria com restaurantes para diminuir a poluição do planeta, lutar contra a degradação ambiental e as alterações climáticas e contribuir para a independência energética de Portugal. O snack-bar Ana Paula Pinto, em Faro, Portugal, abraçou a iniciativa há cerca de dois anos. “É uma forma de ajudar o ambiente. O óleo que é consumido aqui é recolhido e depositado em recipientes que nos trouxeram. A recolha é feita esporadicamente, mas eu quando tenho o tonel cheio ligo e eles vêm buscar. Os rapazes da coleta se deslocam com biodiesel.” afirma Vítor Pinto, gerente do snack-bar. A reutilização de óleos alimentares como combustível, para além de evitar a contaminação das águas residuais, contribui também para reduzir as emissões dos Gases de Efeito de Estufa (GEE). Transformados em biodiesel, os óleos fornecem uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis. Segundo a AMI, Portugal produz cerca de 120 milhões de litros de óleos alimentares por ano, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Um número que equivale a 0,5 por cento do total das importações anuais portuguesas de petróleo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A Transição da Morte e a Experiência de Perda na Visão Budista

"A prática de mantermos o destemor, de mantermos a confiança, nos liberta do hábito de ficarmos agarrados às coisas, às experiências e até mesmo ao sofrimento. O resultado dessa prática é o bom uso da liberdade, a ausência de medo e a paz interior, que nos conduzem a agir amorosa e compassivamente." Lama Padma Samten
Terça feira, 12 de Agosto as 19h30 acontecerá uma palestra do Lama Padma Samten abordando o tema "A Transição da Morte e a Experiência de Perda na Visão Budista"
Local:
Centro de Estudos Budistas Bodisatva - CEBB Porto Alegre Rua Guilherme Alves, 724 Próximo ao Shopping Bourbon Ipiranga.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Vida de Bilionário

Em entrevista na CNBC Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo revelou alguns aspectos interessantes de sua vida:
1. Comprou a sua primeira ação aos 11 anos, e hoje lamenta tê-lo feito tardiamente.
2. Comprou uma pequena fazenda aos 14 anos, com as economias oriundas da entrega de jornais. 3. Ainda vive na mesma casa modesta, de 3 quartos , no distrito de Omaha, a qual comprou após se casar, 50 anos atrás. Diz ele que tem tudo o que precisa naquela casa. Sua casa não possui muros nem cercas.
4. Dirige seu próprio carro para todo lugar, e não tem motorista particular, nem equipe de segurança à sua volta.
5. Nunca viaja em jato particular, embora proprietário da maior companhia aérea do mundo.
6. Sua empresa, Berkshire Hathaway, possui 63 companhias. Escreve apenas uma carta anual aos principais executivos destas companhias, dando-lhe as metas para o ano. Nunca promove encontros nem os convoca habitualmente.
7. Transmitiu aos seus executivos somente duas regras: Regra nº 1: não perca nenhum centavo do dinheiro de seu acionista. Regra nº 2: não se esqueça da regra nº 1.
Seus conselhos:
'Fique longe de cartões de crédito e empréstimos bancários, invista o seu dinheiro em você mesmo, e lembre-se:
A. O dinheiro não cria o homem, mas é o homem quem criou o dinheiro. B. Viva a sua vida da maneira mais simples possível. C. Não faça o que os outros dizem - ouça-os, mas faça aquilo que você se sente bem ao fazer. D. Não se apegue às grifes famosas; use apenas aquelas coisas em que você se sinta confortável. E. Não desperdice o seu dinheiro em coisas desnecessárias; ao invés disto, gaste nas coisas que realmente precisa.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Nova geração revoluciona padarias

A padaria, que antes vendia só pão e leite e se confundia com o botequim da esquina, virou um grande negócio. A gestão empresarial, que inclui até profissionais com MBA, ampliou as perspectivas das empresas, que já são alvo de fundos de investimentos interessados em aplicar seus recursos. Hoje há redes de padarias com várias unidades espalhadas pelos Estados, vendendo mais de 400 itens de fabricação própria. Cerca de 43 milhões de brasileiros passam diariamente pelas padarias em busca da primeira à última refeição. No ano passado, o faturamento do setor atingiu R$ 38 bilhões e cresceu 8,79% em relação a 2006, descontada a inflação. Há no País 52 mil padarias e 5% delas têm porte de grandes empresas: faturam mais de R$ 2 milhões por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Panificação (Abip)."Até pouco tempo atrás, tudo que um filho de dono de padaria não queria era ser chamado de padeiro. Era um negócio absolutamente sem charme. Tanto é que bolo de padaria virou sinônimo de bolo ruim", observa o presidente da Abip, Alexandre Pereira Silva. Atualmente, a 3ª geração, formada por netos de fundadores (a maioria imigrantes europeus), está mudando a cara do negócio. "Estamos numa fase de resgate da atividade pela 3ª geração, que é muito mais bem preparada que os fundadores", diz Silva. Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080728/not_imp213030,0.php

segunda-feira, 28 de julho de 2008

China proíbe venda de carne de cachorro durante Olimpíadas

De acordo com as autoridades chinesas, os 112 restaurantes oficiais dos jogos terão de excluir o prato de seus cardápios. O restaurante que for flagrado desrespeitando a norma será incluído em uma lista negra. “Se um dos clientes pedir carne de cachorro, os funcionários do restaurante deverão pacientemente sugerir outra opção", informou Xiong Yumei, diretor do Centro de Turismo de Pequim. “A medida foi implementada para respeitar os hábitos de muitos países e nacionalidades”, segundo fontes do departamento de alimentação municipal. A carne de cachorro é popular no cardápio de vários restaurantes de culinária coreana presentes na capital chinesa. Em províncias do sul do país, no entanto, como Yunnan e Guizhou, o prato já foi incorporado aos hábitos alimentares de milhares de chineses. A medida faz parte de uma série de outras regras adotadas para evitar que os visitantes debochem ou se sintam ofendidos por alguns costumes chineses. Além de proibir a carne de cachorro, as autoridades já pediram às pessoas que respeitem as filas, que não cuspam no chão e que sorriam. Fonte: BBC.com

sábado, 26 de julho de 2008

Governo e indústria querem melhorar alimentos oferecidos

Representantes do governo e da indústria traçam pacto para reduzir os teores de gordura trans, sal e açúcar dos alimentos industrializados. Um fórum de debates foi instalado pelo ministro da Saúde, José Temporão, no dia 22/07. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, até 260 mil mortes poderiam ser evitadas todos os anos com uma alimentação adequada da população. Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, Edmund Klotz, o objetivo principal do fórum é encontrar alternativas viáveis para a substituição e conseqüente redução de alimentos prejudiciais à saúde. “A Abia já pactuou com a Organização Pan-Americana da Saúde que, o mais rapidamente possível, iremos eliminar a gordura trans dos nossos produtos por outros ingredientes. Por outro lado, não podemos deixar de produzir (esses alimentos) de uma hora para outra. Temos que procurar as alternativas para não deixarmos faltar produtos“, destacou Klotz. A Anvisa já iniciou a avaliação do perfil nutricional de 23 tipos de alimentos industrializados, como embutidos, laticínios, salgadinhos prontos, biscoitos, bebidas, farinhas e refeições prontas. O Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde ficou encarregado de analisar 40 amostras de cada alimento selecionado para saber a quantidade de açúcar, gorduras saturadas e trans, sódio, ácido fólico e ferro. Fonte: http://www.brasil.gov.br/noticias/em_questao/.questao/eq679a/

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Como o brasileiro gastará o seu dinheiro

A alimentação fora do lar deve representar 19,57% dos gastos dos brasileiros no ano de 2008. Fica atrás apenas dos gastos com manutenção do lar. Os gastos com recreação e viagens ficam a frente dos gastos com educação, representando 3,71%. O consumo das classes B e B1 (renda familiar de R$ 2.470,00 a R$ 4.408,00) concentram 44,6% do total do consumo brasileiro. Porto Alegre, que na pesquisa de 2001 estava na 6ª posição do ranking das capitais com maior consumo, atualmente ocupa a 8ª posição, atrás de Curitiba e Fortaleza. Caxias do Sul que ocupa o 41º lugar é o outro município gaúcho que figura entre os 50 maiores. O potencial de consumo do setor de alimentação fora do lar no Brasil é de mais de 70 bilhões de reais. A pesquisa confirma o que outras já apontavam como tendência. O aumento dos gastos dos brasileiros, em alimentação fora do lar é uma realidade. O potencial de consumo das classes B, B1, C e C1 também devem ser analisadas com atenção pelas empresas.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Movimento Slow Food

Já tinha ouvido falar no movimento slow food, mas ainda não tinha parado para saber mais a respeito. Até que a minha colega Luciana, passou uma matéria com o link pro site. Achei muito legal o conceito e resolvi repassar algumas informações: O Slow Food é uma associação internacional sem fins lucrativos fundada em 1989 como resposta aos efeitos padronizantes do fast food; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação, na procedência e sabor dos alimentos e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo. O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção. Carlo Petrini, fundador do Slow Food diz: “É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas”. Atualmente o movimento conta com mais de 80.000 membros, tem escritórios espalhados pelo mundo, sede na Itália e apoiadores em 122 países. Mais informações no site: http://www.slowfoodbrasil.com/. Achei legal o movimento, a idéia bem trabalhada também pode ajudar nos resultados da empresa. Em muitos casos, quanto maior o tempo de permanência do cliente, maior o consumo...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Preços dos alimentos têm maior alta desde janeiro de 2003

Os preços alimentícios continuaram ditando o ritmo de crescimento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho. De acordo com dados divulgados dia 10/07 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os alimentos subiram 2,11% em junho, na maior taxa para o grupo desde os 2,15% registrados em janeiro de 2003 e no maior patamar para um mês de junho desde os 52,15% de 1994. Os principais destaques do mês passado foram as carnes, que subiram 6,91% e contribuíram com 0,14 ponto percentual do total do IPCA, de 0,74%, registrado no mês. Além das carnes, houve alta forte também do arroz, que subiu 9,90% em junho e acumulou elevação de 38,21% no primeiro semestre. O feijão também pressionou a taxa do IPCA em junho, já que o feijão preto avançou 7,54% e o carioquinha teve acréscimo de 15,55%. No ano, o feijão preto acumulou avanço de 57,73%, enquanto o carioquinha registrou baixa de 1,45% entre janeiro e junho. A inflação desde o segundo semestre (de 2007) se mantém com o mesmo perfil, com alimentos pressionando a taxa. A trajetória é motivada pelo aumento de renda nos mercados interno e externo, e pressão de consumo de países emergentes, o que faz com que commodities subam de preço no mercado internacional, trazendo como conseqüência aumento de preços no mercado interno , explica Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE. A evidência é que os alimentos vão fechar 2008 com taxa acima de 2007, que já foi uma taxa alta , frisou Eulina, lembrando que no ano passado os alimentos subiram 10,79%. Fonte: Valor Online

terça-feira, 15 de julho de 2008

“A única revolução possível é dentro de nós”

"Cada pessoa tem sua caminhada própria. Faça o melhor que puder. Seja o melhor que puder. O resultado virá na mesma proporção de seu esforço. Compreenda que, se não veio, cumpre a você (a mim e a todos) modificar suas (nossas) técnicas, visões, verdades, etc."

Concordei de cara quando li este pensamento de Mahatma Gandhi. Pensando na minha vida, nas pessoas do meu convívio, amigos, família, colegas e empresários, acho que cada um tem realmente o que merece. Pode parecer cruel ou antipático pensar assim, por favor não me entendam mal. Tive a oportunidade de conhecer e acompanhar muitas empresas de sucesso e algumas em momentos de dificuldade. Vi que as empresas são o retrato dos donos. Acompanhei algumas atravessarem os momentos de dificuldade. Cresceram e se fortaleceram. Outras estacionaram na sombra, não reinvestiram, não inovaram e hoje não vão bem. A única certeza é que nem a fase boa ou a ruim é permanente. Inovação é a palavra de ordem e como disse o Gandhi: se o resultado esperado ainda não veio, só cabe a nós a busca por uma alternativa, modificando o comportamento, a gestão, as técnicas, visões, verdades, etc....

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O melhor pão do Brasil

A Bunge Alimentos promove novamente concurso para eleger os melhores pães do Brasil. A 3ª Copa Bunge de Panificação e Confeitaria elegerá receitas em duas categorias: Talentos, voltada para padeiros e confeiteiros profissionais; e Graduandos, para estudantes de curso técnico de gastronomia e alimentação. No ano passado, foram mais de 5 mil inscrições. Os prêmios são um caminhão cheio de móveis e eletrodomésticos para o padeiro e confeteiro vencedores, enquanto que os donos das padarias recebem uma reforma completa em seus estabelecimentos. Na categoria Graduandos, os alunos e professores vencedores receberão um kit de utensílios profissionais para cozinha e um curso de especialização com um renomado profissional da área. As etapas regionais acontecem em Belo Horizonte, Blumenau, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A final acontece em julho de 2009, na capital paulista. As inscrições podem ser realizadas até 1º de dezembro via internet, acessando o site www.padariabunge.com.br, onde também é possível consultar o regulamento do concurso. Dúvidas também podem ser esclarecidas pelo telefone 0800 702 7105.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Alternativas para a Lei Seca

Ronaldo Camelo, dono dos bares São Bento, São Bento Vila Madalena e Dona Flor, localizados em bairros badalados de São Paulo, conta que já contabiliza perda acentuada de clientes aos sábados. A queda chega a 30%. Na sexta-feira, por sua vez, a perda de clientes varia entre 15% e 20%. Isso ocorreu por conta da Lei Seca (lei 11.705), sancionada pelo 19 de junho. O objetivo é diminuir os acidentes de trânsito. Sabe-se que muitos deles ocorrem quando o motorista está sob efeito do álcool. A lei parece estar funcionando, pois está afugentando as pessoas dos bares. De acordo com o diretor-jurídico da Abrasel, Persival Maricato, desde que ela entrou em vigor, os bares sofreram uma queda entre 30% e 40% no faturamento, o que acarretará demissões. Como o governo não indica que irá recuar, o jeito, para os empresários do setor, é usar a criatividade. É o caso de Camelo. Seus bares estão entre os sete que participam do Movimento Piloto da Vez, programa da Johnnie Walker que apóia o consumo responsável de álcool. Uma das ações do movimento começará em caráter experimental neste sábado (12). A partir das 19h do sábado até as 5h da madrugada de sábado para domingo, maiores de 18 anos poderão pegar táxi gratuitamente para voltar para casa.No total, a Johnnie Walker arcará com 5 mil quilômetros de corrida de táxi, sendo cada corrida de até dez quilômetros (se a distância foi maior que isso, o usuário deverá pagar a diferença). Para participar, é preciso ligar nos telefones (11) 5069-0404 e (11) 2163-9555 e dizer a senha: "Quero meu piloto da vez". Ainda será possível retirar boletos da Central Comum Rádio Táxi nos bares de Camelo e nos demais bares parceiros: Kia Ora, London Station, All Black e Charles Edward. Alguns bares estão oferecendo aos clientes caronas para casa via motoboy. Camelo lembra que a ação é muito perigosa. "Se ocorre algum acidente no trajeto para a casa do cliente, a culpa é da empresa. Em Londres, sei que eles oferecem serviços parecidos, mas lá eles fazem seguro", argumenta. Fonte: Infomoney

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Experiência no escuro

Os garçons que trabalham no restaurante Dans le Noir ("No escuro", em português), em Paris e Londres, são cegos. Além de servirem os pratos, eles também atuam como guias, acompanhando os visitantes até as mesas. O objetivo dos proprietários, um ex-banqueiro e um consultor em marketing social, é fazer com que as pessoas vivam, por algumas horas, momentos do dia-a-dia de um cego. Antes de entrar na sala totalmente escura, os clientes deixam em armários com cadeados, no bar do restaurante, relógios, isqueiros, celulares e qualquer outro objeto que emita a mínima luz. Os pratos também são escolhidos antes de entrar no recinto escuro. Entre as opções, há ainda o "menu surpresa", que só será descoberto quando o garfo for levado à boca. Ao jantar no escuro total, os clientes não são informados antes que haverá outras pessoas à mesma mesa. Ao serem instalados, normalmente a primeira reação é tatear o espaço à procura dos talheres, copos e guardanapos. Confira mais no site do restaurante: www.danslenoir.com

terça-feira, 8 de julho de 2008

Parabéns aos Panificadores!!!

Hoje é o comemorado o Dia do Panificador. Somente em 2006, a panificação contabilizou 1.287.393 empregos de padeiros com registro em carteira. A prova de que o setor tem criado novas oportunidades de trabalho ficam por conta dos quase 83 mil empregos de padeiros criados a mais na comparação com 2005. Acompanhando o movimento de alta, a remuneração média deste profissional também cresceu: passou de R$ 891,00 para R$ 943,00 entre 2005 e 2006. Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações, os profissionais da panificação (padeiro, confeiteiro e afins), planejam a produção e preparam massas de pão, macarrão e similares. Fazem pães, bolachas e biscoitos e fabricam macarrão. Elaboram caldas de sorvete e produzem compotas. Confeitam doces, preparam recheios e confeccionam salgados. Também redigem documentos tais como requisição de materiais registros de saída de materiais e relatórios de produção. Trabalham em conformidade a normas e procedimentos técnicos e de qualidade, segurança, higiene, saúde e preservação ambiental.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O cardápio do futuro

Uma pesquisa sobre as megatendências de consumo de alimentos industrializados nos próximos anos foi realizada pela empresa Ipsos. De acordo com a pesquisa, os produtos que devem ser mais valorizados nos próximos anos são os seguintes: bases para massas, molhos e tortas, embalagens flex food com divisões internas para porções e acompanhamentos, molhos que serão adicionados a pratos ou sanduíches, sobremesas com sabor “Brasil”, sobremesas sofisticadas com grife ou assinaturas de chefs conhecidos, sucos com sabor tropical, pratos prontos ou semi-prontos da cozinha regional, japonesa e chinesa, produtos light infantis, alimentos divertidos para crianças, kit de lanches infantis e adultos e se possível até a própria lancheira já abastecida para a criança levar à escola. A pesquisa mostrou também a tendência de consumo para os alimentos prontos que não necessitam de refrigeração, alimentos cosméticos (que têm efeito sobre a aparência do consumidor), temperos nutritivos, alimentos terapêuticos, alimentos para terceira idade e produtos orgânicos.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Fast-food é na Padaria!

Uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro e em São Paulo constatou que 69% dos moradores dessas cidades comem fora pelo menos duas vezes por semana.
A maior parte das pessoas diz fazer refeições rápidas quando está na rua.
O local prefeido para isso são as padarias, cujo faturamento supera, de longe, o das redes de fast-food.
O gasto dos paulistas e cariocas com refeições fora de casa (por ano, em reais) é de 107 bilhões.
Os estabelecimentos onde os consumidores cariocas e paulistas mais gastam (em Reais) são:


1º) Restaurantes: 57 bilhões


2º) Padarias: 31 bilhões


3º) Redes de fast-food: 16 bilhões


4º) Bares: 3 bilhões


Fonte: Revista Veja e Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Hospitalidade é a base

Para Danny Meyer (citado em “O cliente não é rei”) o sucesso de suas empresas é resumido pela palavra hospitalidade. Ele destaca: hospitalidade é a base de um modelo emocional que sustenta a minha gestão. Meyer comenta alguns pontos polêmicos na gestão de restaurantes, confira:
1. Não aceitar reservas
“O importante no restaurante é ouvir os clientes. Se os clientes querem fazer reservas, o restaurante deve ser sensível a isso. A hospitalidade é um diálogo. E não se pode ter um diálogo se a pessoa que está do outro lado sentir que não é ouvida”.
2. Trazer para a mesa coisas que ninguém pediu
“E depois cobrar no fim? Isso não me parece nada hospitaleiro”.
3. Ter um serviço impessoal (e achar que isso é sinal de profissionalismo)
“O restaurante tem de fazer as tarefas técnicas com profissionalismo. Ao mesmo tempo tem que fazer as pessoas sentirem-se bem. Serviço é a qualidade técnica e a hospitalidade é a emocional.”
4. Não mudar os menus regularmente
“O restaurante não é como uma rocha, que não muda. Se tens alguma coisa melhor do que qualquer outro, deve deixá-la no menu. Mas se o menu não mudar nunca, provavelmente vais perder clientes, eles cansarão. Mantenha aquilo que for o melhor e tente acrescentar alguma inovação no resto”.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Cresce em 56% o nº de empreendedores no setor de alimentos

Cresceu o número de brasileiros que estão investindo na abertura de novos negócios. Essa foi a principal mudança no cenário empreendedor brasileiro apontada pela nova pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que mede as taxas de empreendedorismo mundial. A taxa cresceu de 11,6%, em 2006, para 12,72%, em 2007. A pesquisa mostra que o Brasil passou do 10º para o 9º lugar entre os países com o maior número de pessoas que abrem negócios no mundo. O perfil da maioria dos emrpeendedores iniciais concentra-se nas atividades de serviços prestados aos consumidores. Observa-se um aumento de 56% no número de empreendedores que optaram em investir no setor de restaurantes, bares, lancherias e assemelhados. O GEM também diferenciou os empreendedores em função de sua motivação para empreender. O objetivo é verificar se as iniciativas decorrem de oportunidades de negócios ou se estão relacionadas à falta de opções no mercado de trabalho (necessidade). No Brasil os números demonstram que o empreendedorismo por oportunidade vem crescendo, atingindo 57% da população de empreendedores iniciais. Proporcionalmente, é possível dizer que no Brasil, para cada indivíduo que empreende por oportunidade, existe outro que o faz por necessidade. Criado em 1999, o GEM é o maior estudo independente do mundo sobre a atividade empreendedora, cobrindo mais de 50 países, o que representa 95% do PIB e 2/3 da população mundial. Fonte: http://www.gembrasil.org.br/

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Investindo na experiência sensorial

Enquanto restaurantes se esmeram, no inverno, em criar menus com pratos fumegantes, acaba de inaugurar em São Paulo, um espaço inusitado com temperatura interna de 6 graus negativos. O Ice Espaço é o primeiro bar gelado do Brasil, onde tudo é feito de gelo, dos balcões, bancos e esculturas, aos copos. "A idéia é levar os clientes à ‘Era do Gelo’, ao estado absoluto de inverno intenso", diverte-se a proprietária Mary, que investiu R$ 700 mil para a criação do ambiente de 40 metros quadrados, que nunca será descongelado. Na entrada, os clientes são convidados a permanecer alguns instantes numa antecâmara para a adaptação termal do corpo, depois vestem macacões térmicos. O espaço faz parte de um grupo de restaurantes e bares chamados concept dining, que tentam fisgar o cliente por meio de experiências sensoriais inusitadas. O restaurante do Ice Hotel, na Suécia, foi um dos primeiros nesta tendência. Situado às margens do rio Torne, serve refeições em pratos de gelo proveniente das águas cristalinas do rio. O restaurante The Fat Duck, em Bray, à uma hora de Londres, criou um menu-degustação que chega acompanhado de um Ipod - que traz sons associados aos ingredientes dos pratos. Quando serve frutos do mar, por exemplo, o aparelho traz barulhos das profundezas do mar. Um bufê belga criou uma forma non sense de fazer seus eventos, que acontecem a 50 metros do chão. Trata-se do Dinner in the Sky, uma espécie de tablado levantado por um guindaste, em que estão dispostos uma grande mesa e 22 assentos, além de uma cozinha anexa. Fonte: Gazeta Mercantil

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Restaurante temático em Beirute

Um restaurante temático em Beirute se inspirou na guerra e nos constantes conflitos na região para atrair seus clientes. Chamado de Buns and Guns (Pães e Armas, em tradução literal), o local se parece com um posto militar e o som ambiente reproduz o barulho de tiroteios. Para completar o ambiente "militar", as paredes foram decoradas com reproduções de armas e munições e redes de camuflagem foram penduradas no teto do restaurante. No menu, os pratos são batizados com nomes de fuzis como Dragunov, ou do bombardeiro B-52. O espetinho de galinha, por exemplo, é chamado de "granada com foguete de propulsão" e o pãozinho aparece no cardápio como "pão terrorista". Apesar disso, os clientes não acham que o restaurante seja de mau gosto. Com o slogan "Um sanduíche pode te matar". "Meu objetivo é fazer as pessoas rirem antes de perguntar o porquê das armas. O importante é que elas sorriam", disse Ibrahim. Segundo ele, os sanduíches servidos só poderiam "matar" os clientes por causa do tamanho generoso das porções. "A empresa atrai os clientes de uma maneira pouco convencional. Deu para perceber logo quando abri o restaurante que seria um local movimentado", afirmou o proprietário. Fonte: bbc.com

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Orientação para o mercado

A importância das empresas estarem orientadas para o mercado há muito tempo é quase uma unanimidade. No meio acadêmico é discutida a mais de 50 anos, na prática é pouco implementada. O investimento na formação da cultura de orientação para o mercado é o primeiro passo. Para que este fato aconteça é fundamental a abertura das pessoas para a mudança de comportamento. Isso só é possível com participação e comprometimento do proprietário da empresa nesta causa. O “dono” é o exemplo para a equipe. As suas atitudes devem validar a importância do cliente. Colocar as pessoas certas no contato com os clientes, estimular a capacitação e valorizar a “ponta” são decisões importantes. Reduzir os conflitos internos e buscar com que os colaboradores tenham um vínculo forte e espontâneo com a empresa, são investimentos na direção da satisfação do cliente que se revertem em melhores resultados para a organização.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Os 10 mandamentos do criador do Wall-Mart

Em 2002 a revista Fortune consagrou o Wall-Mart como a maior empresa americana em vendas e a mais admirada por especialistas e parceiros. Segundo Micheal Bergdahl, ex executivo do Wall-Mart e autor do livro "As 10 Regras de Sam Walton", os segredos do criador da empresa são:
1) Comprometa-se com atingir o sucesso e não permita que a paixão o abandone.
2) Compartilhe o sucesso com aqueles que ajudaram você.
3) Motive-se e motive os outros a perseguir seus sonhos.
4) Comunique-se com as pessoas e mostre interesse por elas.
5) Valorize e reconheça os esforços das pessoas e os resultados obtidos.
6) Celebre suas conquistas e também as dos outros.
7) Escute as pessoas e aprenda com suas idéias.
8) Supere as expectativas das pessoas fixando padrões cada vez mais altos.
9) Controle suas despesas e economize em prol da sua prosperidade.
10) Nade contra a corrente, seja diferente e desafie o status quo.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Terceira maior rede de restaurantes americana prepara chegada ao Brasil

Há pouco mais de duas semanas, a Wendy's, terceira maior rede de restaurantes americana, publicou anúncios convidando empreendedores, a investirem na master franquia da marca na região Sul do Brasil. A rede procura parceiro com capital disponível de R$ 10 milhões para investir em restaurantes no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em contrapartida, garante ter um plano agressivo de crescimento para o Brasil, com base em um modelo de negócio bem sucedido em 22 países. O objetivo dos franqueadores é fugir da crise e forte concorrência do mercado americano. Segundo Jorge Wesby, diretor da Wendy's, seu primeiro estudo identificou o potencial para 45 unidades na região Sul do País, no prazo de seis ou sete anos. "Vou ao Brasil em agosto para conversar com os interessados e montar o plano de expansão. O primeiro restaurante só será aberto em 2009", diz Wesby. Economia em expansão, inflação controlada e a busca voraz de bancos de investimentos de todo o mundo por novos negócios são algumas das razões que despertam o interesse no mercado nacional. "Mas primordialmente, o que motiva a vinda das redes internacionais é o crescimento do mercado consumidor", diz o diretor da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Ricardo Camargo. "Temos visto um aumento da renda da classe C e o crescimento do emprego formal nos últimos tempos."
Fonte: Gazeta Mercantil

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Crise alimentar não atingirá o Brasil

O representante FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), José Graziano da Silva, acredita que a crise mundial de alimentos não atingirá o Brasil. Ele disse que a América Latina produz 40% a mais de alimentos do que seria necessário para alimentar toda a sua população. Graziano afirma que não existem riscos para o Brasil e a maioria dos países latino-americanos e não nega que há uma elevação de preços na região. Mas destaca que a região é auto-sustentável na produção de alimentos e é superavitária. O que preocupa José Graziano não é o lado da produção, mas a disponibilidade desses produtos chegarem aos consumidores de mais baixa renda. Na prática, a alimentação do brasileiro está em média 6% mais cara neste ano. Alguns alimentos básicos na mesa do brasileiro subiram muito mais: o arroz ficou mais de 20% mais caro, enquanto a carne teve alta superior a 15%. Números da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram ainda que somente nos quatro primeiros meses de 2008, o preço nos restaurantes subiu 3,74%.

Será que o José Graziano está certo???

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Interdependência

Alguns ensinamentos budistas são baseados na interdependência, ou seja, na mútua dependência entre as partes e o todo. O Buda disse de forma simples: "Isto existe porque aquilo existe. Isto não existe porque aquilo não existe. Isto passa a existir, porque aquilo passou a existir. Isto deixa de existir, porque aquilo deixou de existir".
No meio empresarial, o cooperativismo surgiu na Inglaterra em 1844. É a união entre pessoas voltadas para um mesmo objetivo para satisfazer necessidades humanas e resolver os problemas comuns de um grupo. “Sociedade interconectada”, ou “individualismo interconectado”, são formas que um professor universitário americano apontou como “o fator mais radical, inovador e difícil de entender para os observadores da atual economia.
É impressionante o surgimento constante e em número crescente de esforços cooperativos eficientes em diversos níveis. Entre vizinhos, trabalhadores, grandes e pequenas empresas, o trabalho em conjunto nunca esteve tão presente. Respeitar as características, a cultura e a individualidade das empresas em busca do desenvolvimento conjunto é a tendência e o desafio que deve ser enfrentado na busca por melhores resultados.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sobre a crise dos alimentos - 2

A vida das empresas do setor de alimentos está bem mais difícil. É o que diz Daniel Mendez, dono da empresa de refeições coletivas Gran Sapore. A Gran Sapore é a segunda maior empresa do setor no país (a primeira é a francesa GR). Segundo Mendez, os primeiros aumentos começaram em setembro de 2007. Isto obrigou o corte de custos através da substituição de alimentos e de renegociação dos contratos com fornecedores. Agora, a situação chegou ao limite e a Gran Sapore está começando a renegociar contratos com seus clientes. Em média, os contratos estão sendo reajustados em 15%. Detalhe: nos novos contratos consta uma cláusula com uma espécie de "gatilho" que pode ser acionado se a inflação dos alimentos for maior do que se prevê agora (se a inflação for menor, o valor do contrato pode cair). Na opinião de Mendez a alta de preços de alimentos deve seguir até pelo menos o final de 2009.
Fonte: portalexame.abril.com.br

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Empreendedor herói

Quem se aventura a empreender no Brasil deve ser considerado um herói. Os empreendedores brasileiros são massacrados pela carga tributária, ineficiência dos serviços públicos, insegurança, dificuldade no acesso ao crédito e muitos outros obstáculos cruéis. No caso das empresas de alimentação fora do lar, algumas vezes os empresários são desrespeitados e tratados como verdadeiros infratores. Acho que são o principal alvo de legisladores despreparados que parecem estar sempre pensando em como fazer algo contra o setor. Não entendo como um setor que é responsável por 8% dos empregos formais do país, 2,4% do PIB, 40% do PIB do setor de turismo e que está em plena expansão pode ser tão prejudicado. Imagine se tivéssemos um ambiente favorável?

terça-feira, 17 de junho de 2008

O contexto

Danny Meyer, que já citei no post “Cliente não é rei”, viveu dois anos na França com a família e, mais tarde, passou outro ano viajando pela Itália. Nas suas andanças, carregava consigo um caderno de anotações em que descrevia os detalhes que mais lhe chamavam a atenção nos restaurantes: entradas, decoração, bebidas e, principalmente, o ambiente de acolhimento. Sonhava, um dia, reunir as melhores idéias coletadas num restaurante ideal. O Union Square Café, seu primeiro restaurante foi a materialização desse sonho. Ao abrir o primeiro negócio, fez questão de que os arredores oferecessem algo de que ele não abre mão -- contexto. Para ele, mais vale se instalar num bairro decadente, mas genuíno, com história e personalidade, do que num bairro moderno, mas sem alma, mesmo que seja freqüentado por pessoas de alto poder aquisitivo. "Uma região decadente pode ser recuperada com boa vontade e trabalho comunitário, mas um lugar sem alma é irrecuperável", diz. Meyer, que recusou generosos convites para abrir restaurantes em shopping centers, em cassinos de Las Vegas e em Tóquio, quer restaurantes que se identifiquem com a alma dos seus bairros e se eternizem como instituições. Ele dedica boa parte de seus esforços na integração com a comunidade.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O retorno das sacolas de pano

As padarias de São Paulo lançaram uma campanha para diminuir o uso das sacolas de plástico. Elas querem fazer com que os clientes utilizem uma sacola de pano para carregar suas compras. Para incentivar a campanha, quem usar as novas sacolas vai ganhar desconto nos estabelecimentos. A cada mês, só no Brasil, são jogadas fora um bilhão de sacolas plásticas. Apesar da sacola de pano ser bem mais cara que as de plástico, com o tempo a vantagem, além de ecológica, vira financeira também. Em uma das padarias que aderiram à campanha, o dono anuncia: nas compras acima de R$ 10, quem usa a sacola de pano tem 5% de desconto e não polui o ambiente. E para quem reclama que a sacola é paga – R$ 7, a preço de custo –, outra promoção: quem consumir mais de R$ 30 em mercadorias ganha a novidade. Até o final do ano as 12 mil padarias do estado de São Paulo deverão oferecer a sacola ‘vai e volta’. Por enquanto ela está apenas em 50 padarias da capital. Fonte: http://g1.globo.com/

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Restaurante futurista

Um restaurante em Nurembergue, na Alemanha inaugurou um serviço inteiramente automatizado. O estabelecimento não tem garçons e faz com que os clientes se sintam como em um episódio dos Jetsons, desenho animado futurista da década de 60. O pedido é feito por uma tela de toque e os alimentos chegam deslizando do alto por trilhos de aço. As refeições chegam às mesas redondas deslizando da cozinha, no andar superior, pelos trilhos. Os vários monitores de tela plana exibem não só o cardápio, como também informações que vão desde a proveniência dos ingredientes até o tempo que resta para a encomenda chegar à mesa do freguês. Depois de a comida aterrissar, os clientes podem se servir em pratos de cerâmica encontrados sobre a mesa ou optar mesmo por comer direto da panela. Na hora de pagar, basta apresentar na saída o cartão onde os pedidos foram registrados. O cardápio é relativamente barato, com pratos que custam entre R$ 8,2 e R$ 16,4. Inaugurado em abril, o Baggers já é sucesso dentro e fora do país. O dono da idéia, o empresário Michael Mack, de 42 anos, patenteou o sistema computadorizado e negocia agora concessões de franchising não só para outras cidades alemãs, como para países como Canadá e Holanda.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

30% da comida comprada vai para o lixo

Famílias de países ricos jogam no lixo cerca de 30% dos alimentos que compram, segundo um estudo do professor Jan Lundqvist do Comitê Científico do Instituto Internacional da Água. Na Suécia, considerando-se apenas as famílias com crianças pequenas, 25% da comida comprada vai parar na cesta de lixo. Nos Estados Unidos, os números mais recentes indicam que as famílias jogam fora cerca de meio quilo de comida por dia, o que equivale em media a 40% dos alimentos. Na Grã-Bretanha, o desperdício é estimado entre 30% e 40%, um prejuízo avaliado em R$ 82 bilhões por ano. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, o problema do desperdício está mais concentrado no campo, com uma taxa média de 30% de perdas relacionadas ao armazenamento e transporte dos alimentos. Na Europa e nos EUA, técnicas e mão-de-obra especializadas significam que o problema maior não está no campo, e sim nos lares. Considerando-se o total jogado fora por consumidores, restaurantes e supermercados dos países ricos, assim como as perdas na cadeia de produção, a proporção do desperdício de alimentos no mundo desenvolvido é calculada entre 30% e 50%.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Menos é mais

Barry Schwartz, professor de uma universidade americana defende a idéia de que não devemos sobrecarregar os clientes com múltiplas opções e escolhas complicadas. Barry defende que as empresas devem simplificar a oferta de produtos. “Os consumidores adoram ter liberdade de escolha. Mas, ao oferecer-lhes tantas variedades de produtos, as empresas estão confundindo os consumidores e fazendo que as pessoas percam o interesse”, diz Barry. Estudo da Columbia Business School descobriu que, quando solicitados a escolher entre 30 variedades de geléia, os consumidores quase sempre se arrependiam da decisão, acreditando não terem feito uma ótima escolha. Quando escolhiam entre apenas cinco geléias, a maioria parecia satisfeita, mesmo quando pegava a mesma da seleção das 30 originais. Uma outra observação de certa forma paradoxal, feita pelo pesquisador Stanford Berger descobriu que as pessoas atribuem maior qualidade a marcas com mais variedade em seu mix de produtos. Berger também constatou, porém, que a variedade pode trabalhar contra uma marca se não tiver foco. Por exemplo, consumidores deram nota alta a um restaurante que oferecia ampla variedade de comida em uma categoria, como comida tailandesa. Mas, quando o restaurante também ofereceu pratos de outra cozinha a avaliação foi ruim.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Padaria "drive-thru"

Uma padaria onde os clientes podem comprar o pão sem sair do carro, com um sistema de funcionamento idêntico ao do McDonald’s "drive-thru", está em funcionamento na França. Situada em Paris, o local vem recebendo entre 150 e 200 clientes por dia. Seu proprietário, Alain Joly, que possui outras seis padarias tradicionais na região, diz que teve a idéia de criar um local desse tipo durante uma viagem aos Estados Unidos, onde viu que vários comércios usam esse tipo de sistema. “Pensei que se fizesse isso na França para vender pão poderia funcionar”, diz ele. O fato de não precisar descer do carro é fundamental. O cliente não precisa procurar lugar para estacionar, se preocupar com multas ou se está chovendo", afirma Joly. Alain Joly diz, no entanto, que apesar de ter copiado o estilo de funcionamento do McDonald’s, sua padaria não deve ser comparada as redes de fast-food. “Os produtos ficam expostos nas vitrines, situadas próximas ao motorista, e não há o sistema de interfones”. O proprietário acrescenta que a idéia do McDonald’s de permitir que os clientes façam suas compras sem sair do carro é fabulosa, mas destaca que a sua padaria não é semelhante as redes de fast-food. “Quis preservar a tradição da padaria francesa. Os pães, doces e sanduíches são os mesmos encontrados em padarias normais.”

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Axiomas de Zurique

Contrapondo o post budista resolvi escrever sobre dinheiro. Os Axiomas de Zurique não é o tipo de leitura que normalmente me atrai. É um livro que trata de conselhos dos banqueiros suíços para investidores que querem ganhar muito dinheiro, tipo um guia para fazer fortuna especulando. Foi muito bem recomendado, então resolvi dar uma olhada. Vou compartilhar algumas coisas que achei interessante nas “regras infalíveis” dos banqueiros suíços para o sucesso nos investimentos. Os axiomas são classificados em 12 principais e 16 secundários, que segundo eles, se aplicam a qualquer tipo de negócio em qualquer lugar do mundo. O 1º axioma prega que preocupação não é doença, mas sinal de saúde. Segundo o livro, se você não está preocupado é porque não está arriscando bastante. Se você quer ganhar dinheiro especulando, corra mais risco, mas só aposte no que valer a pena e resista à tentação de diversificar investimentos. O 3º axioma é sobre a esperança, contraria o ditado “esperança é a última que morre”. Pelo contrário, fala pra não rezar se você sentir que o investimento vai afundar. Abandone-o, é o que recomendam os banqueiros. Não alimente esperanças, elas são ótimas, mas não fazem parte do instrumental de um especulador. O 6º axioma fala sobre mobilidade nos investimentos, defende que não devemos lançar raízes pois elas tolhem os movimentos. Quanto mais se procura pela sensação de conforto menor será o sucesso do especulador. Em operações que não deram certo, não se deve deixar apanhar por sentimentos como lealdade ou saudade. Por exemplo, prenda-se a pessoas, mas não a casas nem bairros e jamais hesite em sair de um negócio se algo mais atraente aparecer à sua frente. Mais um axioma fala sobre intuição, que só se pode confiar num palpite que possa ser explicado. Outro sobre padrões, defende que até começar a parecer ordem, o caos não é perigoso. Enfim, são regras estabelecidas pelos especuladores suíços para diminuir os riscos e aumentar os lucros de quem pretende se aventurar no mercado financeiro.

sábado, 7 de junho de 2008

Consumo de energia cresceu 37% de 1995 a 2006

O relatório indicadores de desenvolvimento sustentável 2008, divulgado quarta-feira(04/06)pelo IBGE, aponta que os mecanismos de melhoria na eficiência no uso de energia ainda são incipientes. Segundo os dados apurados no decorrer de uma década, entre 1995 e 2006, o consumo de energia no País cresceu 37,37%, ante um avanço no PIB, de 31,46%. Ao longo do período é possível verificar que o índice de eficiência energética, medida a partir destes dois parâmetros, avançou apenas poucas casas decimais, de 0,84 tep (toneladas equivalentes de petróleo)/ R$ 1 mil de crescimento no PIB, para 0,87. O relatório aponta que o incentivo à utilização do transporte de massa nos centros urbanos, e aumento do uso de ferrovias e hidrovias no transporte de cargas, são alternativas viáveis para melhorar o desempenho da eficiência energética. O petróleo ainda é fonte predominante, com 37%, seguido da energia hidráulica, com 14,8%. Os derivados de cana-de-açúcar, que atingiram a fatia de 10% da matriz energética em 2000, hoje já somam 14,5%, quase se equiparando à hidroeletricidade.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Budismo e negócios

Teve grande repercussão na revista HSM Management uma discussão sobre “humanização dos negócios”, o que deve ter motivado a publicação de uma matéria sobre Budismo e Marketing na edição nº 68. Há algum tempo me interesso pelo assunto, mas nunca tinha ouvido falar do “Dharma Marketing” citado na revista. O termo criado pelo professor e consultor português Paulo Vieira de Castro aborda positivamente o crescente interesse das empresas nas questões sociais, culturais e ambientais, mas destaca que a dimensão espiritual ainda é negligenciada. Talvez devido ao fato de ser confundida com terapias de auto-ajuda. Vieira de Castro comenta que as empresas são dependentes de negociadores hábeis, de profissionais criativos, de empreendedores e de gente que saiba trabalhar sob pressão. Para Vieira, somente pessoas que buscam o autoconhecimento podem ter estas qualidades. Se espiritualidade e gestão são incompatíveis à primeira vista, budismo e marketing parecem sê-lo mais ainda. Castro garante que não são, “o Budismo e o Marketing encontram-se, em sua intenção, numa mesma linha de propósito, onde o primeiro procura patrocinar a cessação do sofrimento e o segundo, elevar a satisfação dos consumidores”. O gaúcho Lama Padma Santem (budista da linhagem Ningmapa), autor do ótimo “O Lama e o Economista: Diálogos Sobre Budismo, Economia e Ecologia” escrito em parceria com Vitor Caruso Jr. (economista pela USP), traz no livro uma análise leve e ao mesmo tempo profunda da vida humana, espiritual, social e econômica, destacando a importância do tema “responsabilidade universal” proposto por Sua Santidade o Dalai Lama. Também avança nos referenciais para criarmos uma cultura de paz na perspectiva profunda da liberdade que brota da visão da inseparatividade entre o que vemos e nosso mundo interno. Dia 10/06 no Centro de Estudos Budistas Bodisatva, Rua Guilherme Alves, 724 (próximo ao Bourbon Ipiranga) o Lama Santem ministrará a palestra "O Universo profissional e o Budismo: reflexões, caminhos e ações”, uma ótima oportunidade para conhecer e refletir sobre o assunto.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O maior restaurante do mundo

Com capacidade para mais de 6 mil pessoas, o restaurante Damascus Gate, na Síria, entrou para o Livro Guinness dos Recordes como o maior restaurante do mundo. O Damascus Gate conquistou o título que pertencia a um restaurante na Tailândia, com capacidade para 5 mil pessoas. Para confirmar o recorde, representantes do Guinness exigem que o restaurante tenha capacidade para servir todas as mesas. Segundo Qusai Halasa, representante do livro de recordes, "a cozinha do restaurante pode ser comparada a uma minifábrica". O restaurante, que fica nos subúrbios de Damasco, está aberto desde 2002. Além de fontes e réplicas de ruinas arqueológicas, o Damascus Gate também tem áreas temáticas separadas para a culinária indiana e a chinesa. Durante o verão, a época de mais movimento, até 1,8 mil empregados trabalham no restaurante.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Consumidor de Porto Alegre

Pesquisa realizada com consumidores da região metropolitana de Porto Alegre mostra que 98 % dos entrevistados têm o hábito de consumir pão. 80% destes consumidores comem pão todos os dias. 73% elegem as padarias como o local preferido para a compra, 54% preferem o supermercado e 15% compram nos mini mercados. 60% escolhem as padarias pela proximidade da residência e 25% compram na mais próxima do trabalho. 70% dos consumidores informaram que se deslocariam até um local distante se esta padaria oferecesse produtos diferenciados e de qualidade superior. 60% dos consumidores procuram por produtos naturais, diet e light. Os itens mais valorizados em uma padaria pelos consumidores Porto-alegrenses são:
1) Higiene e limpeza, 2) Bom atendimento, 3) Variedade e qualidade dos produtos.
Diante destas informações, as padarias que querem se destacar no mercado devem prioritariamente investir em melhorias que proporcionem higiene e limpeza, na valorização e no treinamento da equipe de atendimento e trabalhar forte na variedade e qualidade dos produtos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Starbucks Japonesa

No final dos anos 50, Hiromichi Toriba recebeu do chefe a incumbência de conhecer de perto o mercado que era o maior produtor de café. Assim, o jovem de 20 anos, que nunca havia saído de seu país, desembarcou sozinho no Brasil. Ficou por aqui mais de dois anos, trabalhou numa fazenda, realizou negócios na Bolsa do Café e resolveu homenagear o Brasil ao montar seu negócio próprio, já na década de 60. Batizou a empresa de Doutor Coffee (com o primeiro nome em português), uma referência à rua Doutor Pinto Ferraz, no bairro paulistano de Vila Mariana, onde ele morou durante seu estágio no país. A empresa deu origem a maior rede de cafeterias do Japão. A Doutor Coffee começou atuando no ramo de importação e venda de café no atacado. Na década de 70, depois de visitar a Europa e conhecer de perto algumas cafeterias da Europa, Toriba resolveu copiar o modelo no Japão, entrando para o ramo de varejo. Atualmente, tem 1 500 lojas no Japão, mais que o dobro da Starbucks. Embora sua trajetória seja pouco conhecida no exterior, Toriba é hoje um dos empresários mais admirados pelos japoneses, um povo que costuma demonstrar especial apreço por empreendedores que começaram do nada. Quando adolescente, após uma briga com o pai, Toriba fugiu de casa, na cidade de Saitama, na região metropolitana de Tóquio. Ao sair da casa dos pais, Toriba abandonou os estudos e se mudou para Tóquio, onde começou a ganhar a vida trabalhando como garçom. Dois anos depois de uma dura rotina servindo clientes num restaurante da capital japonesa, o fundador da Doutor Coffee recebeu um convite para ingressar no quadro de vendedores de uma empresa que comercializava café. Pouco tempo após chegar à empresa, Toriba já era o melhor vendedor da companhia. Sua capacidade logo chamou a atenção da concorrência e ele acabou seduzido por uma proposta de trabalho da Suzuki Coffee, empresa que o despachou para o Brasil no final dos anos 50.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O cliente não é rei

O cliente não é mais o rei? O autor do livro Setting the Table, Danny Meyer que criou restaurantes badalados em Nova York diz que o consumidor não vem em primeiro lugar. Meyer é dono de 11 restaurantes diferentes em Nova York. Alguns, como o Union Square Café e o Gramercy Tavern estão há vários anos nas listas das melhores casas da cidade. Os restaurantes de Meyer são de estilos variados. Há o indiano Tabla, a churrascaria Blue Smoke, e o Jazz Standard, com música ao vivo. Há três anos, a Assoc. para a Conservação do Parque Madison lhe pediu uma ajuda para os fundos de recuperação daquela área, Meyer contribuiu criando no parque um quiosque de cachorro-quente cujos lucros vão para a entidade. Ali se come o melhor cachorro-quente de Nova York, segundo os especialistas. Meyer diz que, apesar de toda essa diversificação, seus restaurantes têm por trás uma única estratégia -- hospitalidade. "O ser humano tem a necessidade de se sentir acolhido", escreveu Meyer. Para ele, o significado de hospitalidade não é aquele que diz que o cliente é rei e que tem sempre razão. Em vez do cliente, em primeiro lugar vêm os funcionários. "Eles devem se sentir em casa", diz. "Só assim eles podem receber como anfitriãos”. Meyer faz questão de ouvir pessoalmente as queixas e sugestões. Ele também distribui vouchers aos funcionários para que possam comer em qualquer um dos restaurantes, com a única obrigação de responder um questionário contando se foi bem atendido. Meyer acredita que se os funcionários se sentirem valorizados, uma corrente de hospitalidade se instala nas relações com os clientes, que retribuem, tornando-se fiéis ao restaurante. A partir daí, a propaganda boca a boca faz o resto. Os valores que Meyer acredita serem o segredo dos seus empreendimentos são, em ordem de importância: valorização dos funcionários, clientes recompensados, inserção na sociedade, fornecedores envolvidos e investidores comprometidos. Fonte: Exame

sábado, 31 de maio de 2008

Setor de Panificação no Brasil

No Brasil as panificadoras são mais de 52.000, em torno de 5.600 no Rio Grande do Sul e 2.500 na região metropolitana de Porto Alegre. Destas empresas 96,3% são de micro e pequeno porte. A panificação está entre os seis maiores segmentos industriais do país. O setor gera 600 mil empregos diretos e 1,5 milhão indiretos. Em 2007 a venda do setor cresceu 13,25% em média, proporcionando um faturamento anual em torno de R$ 39,61 bilhões, destes, cerca de R$ 17,82 bilhões são de produtos de produção própria das padarias e confeitarias. Em 2007 houve crescimento de 9,1% no ticket médio, as empresas aumentaram a equipe em 6,13% e 4,13% foi o aumento no número de clientes que freqüentaram as padarias. Mesmo com estes números, acredito que ainda exista espaço para melhorar o desempenho do setor. Uma prova disso é que o consumo per capita anual dos produtos de panificação no Brasil ainda é baixo, estamos na faixa de 33 kg, abaixo do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (60 kg) e distante dos números dos vizinhos Uruguai (51 kg), Argentina (73 kg) e Chile (93 kg).
Fontes: Panorama Setorial Gazeta Mercantil, Abip e Propan.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Caça ao fast-food

Os produtos com foco na saúde e no bem estar do consumidor estão em alta há algum tempo. Alimentos ricos em fibras, alimentação funcional, orgânicos e outros termos que 10 anos atrás anos eram pouco conhecidos da grande maioria dos consumidores, hoje são comuns. Na Europa, os governos devem limitar o número de restaurantes de fast food, em nome da saúde pública, afirmou Philip James, presidente do Fórum Europeu de Obesidade, cuja primeira edição aconteceu dias 22,23 e 24/05 em Lisboa. Esses restaurantes devem ser controlados tal como “as vendas de tabaco e de álcool. A comida rápida faz tanto mal como esses produtos” disse James, que é também o atual presidente da Organização Internacional de Obesidade, defendendo ser necessário um controle rígido da comida servida nesses estabelecimentos. A publicidade das empresas de fast food também deveria ser banida ou acompanhada de avisos sobre os riscos que constitui para a saúde, argumenta o especialista.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Restaurantes preocupados com o meio ambiente

Além de contribuir com o meio ambiente, a responsabilidade ambiental é uma tendência no meio empresarial e também uma boa estratégia para atrair clientes. O que os restaurantes Acorn House (Londres), Del Posto (Nova York) e a churrascaria Porcão (Brasil) têm em comum? São exemplos de restaurantes que adotaram atitudes práticas de responsabilidade ambiental. Eles estão reduzindo a emissão de CO2(dióxido de carbono), com o uso de alimentos orgânicos, redução na produção de lixo e uso racional da energia elétrica. O Acorn compra de produtores locais, evitando transportes longos, o que economiza combustível e reduz custos e emissão de CO2. A redução do desperdício vem com porções de tamanhos diferentes, o que permite ao cliente escolher o prato de acordo com o tamanho de sua fome. O restaurante londrino fornece água filtrada gratuitamente, para evitar o uso de água engarrafada; aboliu o ar-condicionado (tem sistema próprio de resfriamento). De acordo com o chef do Acorn, Arthur Pott-Dawson, a idéia não é mudar o mundo, mas mostrar as alternativas possíveis. Nos Estados Unidos, o luxuoso Del Posto, de Nova York, decidiu não servir mais água mineral importada, pois elas vêm de longe e respondem pela emissão de toneladas de CO2. A exemplo do Acorn, o Del Posto substituiu a água engarrafada por água filtrada e carbonatada, servidas em jarras de cristal. Além disso, os caminhões que servem o restaurante são movidos a biodiesel (a partir de sobra de óleo de cozinha da casa). A unidade de Brasília da rede de churrascarias Porcão é um dos primeiros brasileiros a ter atitudes efetivas nesse sentido, plantaram 2533 mudas de árvores no Cerrado, para neutralizar a emissão de 507 toneladas de carbono e outros gases responsáveis pelo efeito estufa. Uma ONG foi responsável pela implantação das medidas de gestão de resíduos e uso racional da água e da energia na churrascaria. A coleta racional do lixo foi implantada, a empresa deve aproveitar a água da chuva para molhar o jardim e usar a energia solar para o aquecimento da água utilizada na cozinha.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O futuro dos negócios é grátis?

Li na HSM nº 68 a matéria “Por que o futuro dos negócios é grátis”, e fiquei pensando em uma maneira de aplicar a idéia no setor de alimentação. Ainda não encontrei a resposta, mas achei o tema muito atraente. Ofereça celulares grátis e venda serviços de operadora, distribua aparelhos de gravação de dvd e cobre taxa de instalação e mensalidade, disponibilize musica na internet e cobre pelos shows, são exemplos do que os economistas chamam de “subsídio cruzado”. A internet é o melhor lugar para entender esse mundo de coisas grátis. As discussões sobre cobrar ou não pelos serviços na web estão acabando, uma prova é que em 2007 o The New York Times liberou seu conteúdo e este ano o Wall Street Journal deve fazer o mesmo. Fora da web, por mais que se fale do aumento de preços, estamos cercados por forças que os empurram para baixo. No caso dos alimentos há 40 anos, um dos problemas americanos era a fome, hoje é a obesidade. Roupas e sapatos eram caros, hoje é possível comprar uma camiseta por menos que custa uma cerveja. No setor de alimentos, o “subsídio cruzado” é utilizado no caso de bebidas subsidiarem as comidas, e no longínquo século 19 um restaurante de São Francisco servia refeições grátis para quem pedisse pelo menos uma cerveja. Refeição grátis não significa necessariamente que a comida está sendo distribuída ou será paga em outro momento – pode significar que outra empresa que tem interesse nesse público, está bancando a conta. Este modelo não serve para todos mercados, pode servir para alguns tipos de serviços de alimentação, pode ser adaptado parcialmente para outros, mas o importante é questionar o modelo atual e refletir sobre novas possibilidades de negócios em um futuro próximo.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Rede de restaurantes América investe um milhão de reais em Porto Alegre



Com investimento de R$ 1.000.000,00 a filial do shopping iguatemi da rede de restaurantes América será inaugurada hoje. A operação, que é a primeira fora do eixo Rio-São Paulo passou por adaptações para agradar os gaúchos. Baseado em uma ampla pesquisa de mercado as cores do restaurante foram alteradas (foi incluido a cor azul para acompanhar o vermelho que é cor predominante das demais lojas) e para atender o hábito típico dos gaúchos de tomar café até mesmo antes das refeições e de realizar reuniões em cafés, o restaurante do shopping iguatemi será o primeiro com uma cafeteria. O America oferece cardápio com burgers, sanduíches, massas, grelhados, saladas, sobremesas, sobremesas low fat, sorvetes, vinhos, além de um vasto buffet de saladas, cardápio especial para crianças, em inglês e em braile.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Alimentação fora do lar preocupa supermercadistas


O crescimento da alimentação fora do lar, que deixa alegre os proprietários de restaurantes, padarias e confeitarias, por outro lado é motivo de preocupação para os supermercados. O alerta tem origem nos dados da pesquisa LatinPanel que apontou o crescimento do gasto médio domiciliar com alimentação fora da residência em 8% entre 2006 e 2007. O consumo de alimentos dentro do lar, por sua vez, teve queda de 11%. A notícia é positiva para os restaurantes e também para algumas padarias e confeitarias que estão investindo na oferta de produtos pré-prontos, espaço para lanches rápidos e refeições. A LatinPanel apontou que 11,2% dos consumidores "sempre" comem fora de casa, ainda próximo aos 11% registrados em 2006. A parcela daqueles que comem "de vez em quando" fora da residência aumentou de 25% em 2006 para 30,9% em 2007.

Investimento de 1 bilhão de dólares no setor de alimentação


Investidores americanos estão de olho no setor de alimentação Brasileiro. Projetando que o consumo de alimentos fora de casa, que atualmente é de 24%, chegue próximo aos 50% do mercado americano, o fundo Advent que é especialista na arte de comprar empresas mal geridas, dar um banho de gestão, reduzir custos e, então, vendê-las com lucro, pretende alcançar em 2012 o faturamento de um bilhão de reais no Brasil.
A fome dos americanos é grande, já compraram a cadeia de restaurantes La Mansion, com 35 pontos-de-venda, a RA, dona das marcas Brunella e Black Coffee e líder nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas e a cadeia de restaurantes e cafés Viena, forte em São Paulo e com presença no Rio de Janeiro. Operações semelhantes aconteceram com a cadeia de lanchonetes Casa do Pão de Queijo que desde 2001 tem participação da Patria Investimentos e na Churrascaria Fogo de Chão que recebeu 64 milhões de dólares da GP Investimentos por 40% da empresa.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0917/financas/m0158163.html

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O melhor churrasqueiro do Brasil é paulista

O 1º Concurso Nacional de Churrasco, criado pelo Grupo Marfrig com apoio da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (ABIEC) e do Serviço de Informação da Carne (SIC), elegeu o paulista Gerson de Oliveira Rodrigues como o melhor churrasqueiro do Brasil. Gerson concorreu com outros cinco experientes churrasqueiros que foram avaliados por um grupo de especialistas.